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Histórico do Karaté

O Karate e as demais artes marciais atuais têm suas raízes mais remotas nos séculos V e VI antes de Cristo, quando se encontram os primeiros indícios de lutas na Índia. Esta luta era chamada "Vajramushti", cuja tradução aproximada poderia ser "aquele cujo punho cerrado é inflexível". Vajramushti foi o estilo de luta do Kshatriya, uma casta de guerreiros da Índia.

Em 520 A.D., um monge budista chamado Bodhidharma (também conhecido como "Ta Mo" em chinês ou " Daruma Taishi" em japonês), viajou da Índia para a China para ensinar Budismo no Templo Shaolin (Shorinji). A lenda conta que quando ele chegou encontrou os monges do Templo numa condição de saúde tão precária, devido às longas horas que eles passavam imóveis durante a meditação, que ele imediatamente se preocupou em melhorar a saúde deles.

O Karate não é apenas um esporte onde se trocam socos e pontapés, é uma filosofia de vida que ensina através do exercício físico. Não é só defesa pessoal, através da prática, você fortalece o físico, desenvolve a mente, lapida o espírito e com isso consegue viver em harmonia com o universo.

A palavra karate significa "mãos vazias" (kara - vazia / te - mãos), mas o karate (assim como outras artes marciais japonesas) ultrapassa a questão de arte marcial, e passa a ser um caminho para o desenvolvimento espiritual, sendo acrescentado ao nome a palavra "Do" que significa "caminho". Sendo assim, Karate-Do significa "caminho das mãos vazias".

Através de muito trabalho e dedicação, ele busca a formação do caráter de seu praticante e o aprimoramento da sua personalidade. Cada pessoa pode ter objetivos diferentes ao optar pela prática do Karate, que devem ser respeitados. Cada um deverá ter a oportunidade de atingir suas metas, sejam elas tornar-se forte e saudável, obter autoconfiança e equilíbrio interior ou mesmo dominar técnicas de defesa pessoal. Contudo, não deve o praticante fugir do real objetivo da arte. Aquele que só pensa em si mesmo, e quiser dominar técnicas de Karate somente para utilizá-las numa luta, não está qualificado para aprendê-lo, afinal, o Karate não é somente a aquisição de certas habilidades defensivas, mas também o domínio da arte de ser um membro da sociedade bom e honesto. Integridade, humildade e autocontrole resultarão do correto aproveitamento dos impulsos agressivos e dos instintos primários existentes em todos os indivíduos.

Origem e história do Karaté

Origem e história do Karaté - Do tradicional

O Karate Tradicional tem suas origens mais remotas ligadas a India e recentemente à China, através de duas técnicas de luta, chamadas Chuan-Fa e Nan-Pei-Chun que posteriormente serviram de base para o TO-DE.

O TO-DE é a arte de lutar sem armas desenvolvida em Okinawa (Japão) uma vez que o governo da época não permitia que as pessoas possuíssem quaisquer armas. A base técnica do Karate Tradicional começou inicialmente no TO-DE.

As técnicas de luta Chuan-Fa e Nan-Pei-Chun chegaram à Ilha de Okinawa, no Japão, e mescladas às lutas nativas, formaram duas grandes escolas, Shuri-Te e Naha-Te, que se desenvolveram e posteriormente deram origem aos vários estilos (escolas) de Karatê que conhecemos hoje.

SHURI-TE desenvolveu-se na área de Shuri, de Okinawa (atualmente parte da cidade de Naha). Baseado no Chuan-Fa Chinês da era de 1.400 A.C. foi subsequentemente desenvolvido em seu modo próprio e único, sob as condições geográficas e políticas de Okinawa.

NAHA-TE tem suas origens que remontam de Nan-Pei- Chun dos anos 1.900. Foi introduzido na área de Naha de Okinawa, diretamente de Fukien, China.

Em 1922, o Karatê foi introduzido em Tóquio, a principal ilha japonesa, através de Gichin Funakoshi, que aproximadamente após dez anos de intercambio com mestres e praticantes de outras artes marciais, como Aikido, Judô, Kendô, etc introduziu dentro do Karate ortodoxo (constituído basicamente na prática de Katas) o princípio filosófico do Budô. Com o Lema do Karate após a intervenção do mestre Funakoshi, fica evidenciada a forte conotação educacional, pois através da prática do karate, procura-se formar e melhorar o caráter, a personalidade, tendo como objetivo a vida em sociedade.

A partir dos anos 50, o Karate começou a ser exportado para outros países e é hoje um dos esportes mais praticados no mundo.  

Treinamento

O treinamento de Karatê pode ser dividido em três partes principais:

Kihon, Kata e Kumite.

 

Kihon:

Os fundamentos técnicos do karate são passados aos alunos através dos treinamentos de kihon, porém, no início, tais princípios eram repassados por intermédio dos kata. É no kihon que o praticante irá desenvolver todo o seu potencial para a arte marcial, bem como preparar o seu corpo para as agruras que virão com o passar dos anos de treino.

É também no kihon que o praticante desenvolve o espírito de karatê, pois este é o momento onde os princípios do dojo-kun são postos à prova real e o corpo irá padecer caso o espírito seja fraco ou o desejo de ser karateca não seja verdadeiro. O caminho do karate é vislumbrado pela primeira vez durante os exercícios de kihon e o sentimento de dever cumprido se manifesta com maior intensidade, mesmo quando o corpo está exausto e quase sem forças para andar.

O kihon é uma prática que deve ser feita e desenvolvida para que o karateca aprenda a controlar seus ataques e defesas, pois a partir de um momento aonde se encontra o verdadeiro objetivo do karatê o karateca se transforma em uma arma, tanto suas mãos como seus pés servem de pedra e elástico e seu cotovelos e joelhos servem como rochas que esmagam e sua respiração serve como água, pois a água absorve qualquer ataque. Sabendo controlar sua respiração sua defesa será imbatível e seus ataques mortais.

Benefícios do Karaté

O Karaté forma pessoas de Caráter, Sinceras, Esforçadas, Respeitosas e com Auto domínio. Estas Virtudes pessoais são uma mais valia para a vida. Tendo em conta a repetitividade das técnicas durante as aulas o sistema de treinamento ajuda igualmente no aperfeiçoamento da paciência que é uma grande virtude da vida humana, o que representa uma grande vantagem.

Filosofia

Nós utilizamos a filosofia do Bushido que premeia o karaté no âmbito já JKA. Esta filosofia tem origem no oriente e chegou até nós tendo em conta a expansão da modalidade em Angola que neste momento existe em todas as Províncias de Angola.

Dojo Kun

Encerra as 5 máximas do karaté. Toda a prática do karaté se resume nestas 5 máximas que são:

  • Carácter
  • Sinceridade
  • Esforço
  • Etiqueta
  • Auto controlo

 

BUSHIDO


O caminho do Guerreiro

"Há que ganhar sem se bater!" - BUSHIDO | O código de honra de Samurai |

Bushido foi o código de conduta samurai no Japão durante séculos. Com base firme sobre os ensinamentos do Zen, Bushido foi destinado a ajudar o mestre samurai na sua natureza e a entender a sua mente e o universo por experiência directa, bem como através do fomento da força, auto-controle e sabedoria.

Bushido é baseado em sete princípios essenciais:
 
1.seigi : A decisão correcta e rectidão
2.yuki : Bravura e heroísmo
3.jin: Compaixão e benevolência com tudo
4.reigi : Cortesia e acção acertada
5.makoto: Veracidade e absoluta sinceridade
6.meiyo: Honra e glória
7.chugi: Devoção e lealdade

O espírito Marcial e a coragem, foram, naturalmente, aspectos essenciais do Bushido. Mas para os samurais, o Bushido é um objectivo maior que era a completa virtude no pensamento e acção. Cada samurai era seguido numa cuidadosa concepção, educado num regime de cerimónia e etiqueta destinada a promover essa virtude.

Com ênfase nesta forma prescrita, Bushido ajudou o samurai a harmonizar a mente com corpo, que lhes permita manter uma certa calma ou heijoshin (literalmente, "mente quotidiana ordinária"), mesmo diante das dificuldades. Sinceridade, bondade, honestidade, piedade filial e honra faziam parte do cerne do Bushido. Elas foram as sementes a partir do qual a tradição karatê cresceu. Esses atributos, e da sabedoria, da compreensão e da resistência pacífica que promovem, são alguns dos maiores benefícios do karate. Eles também estão entre os maiores dons do Japão para o mundo.

 

NIJU KUN

Os Vinte Princípios do Karate - NIJU KUN

Antes da fundação da JKA, o Mestre Gichin Funakoshi definidos os Vinte Princípios do Karate, que formam os fundamentos da arte. Dentro destes vinte princípios, fortemente baseado no Bushido e Zen, reside a filosofia da JKA.


Karate wa rei ni hajimari rei ni owaru koto o wasuru na

1. Nunca se esqueça: karate começa com "Rei" e termina com o "Rei" ( "Rei" significa cortesia e respeito, e está representado no karate curvando-se).

Karate ni sente nashi

2. Não há primeiro ataque no Karate.

Karate wa gi no tasuke

3. Karate apoia a justiça.

Mazu jiko o shire shikoshite hoka o shire

4. Primeiro entender-se, em seguida, entender os outros.

Gijutsu yori shinjutsu

5. A arte de desenvolver a mente é mais importante que a arte de aplicar a técnica.

Kokoro wa hanatan koto o yûsu

6. A mente precisa ser libertada.

Wazawai wa ketai ni shôzu

7. O problema nasce da negligência.

Dôjô nomi no karate to omou na

8. Não pense que o Karatê só se aplica no dojo.

Karate no shûgyô wa isshô dearu

9. A formação de Karate exige um tempo de vida.

Arayuru mono o karate kase soko ni myômi ari

10. Transformar tudo em karatê; nisso reside seu requinte.

Karate wa yu no gotoku taezu netsu o ataezareba moto no mizu ni kaeru

11. karatê genuíno é como a água quente, que esfria, se não continuar aquecendo.

Katsu kangae wa motsu na, makenu kangae wa hitsuyô

12. Não pense em vencer, você deve pensar em não perder.

Teki ni yotte tenka seyo

13. Transforme-se de acordo com o adversário.

Ikusa wa kyojitsu no sôjû ikan ni ari

14. O resultado da luta depende do controlo.

Hito no teashi o ken to omoe

15. Imagine os braços e as pernas como espadas.

Danshi mon o izureba hyakuman no teki ari

16. Depois de deixar o aconchego da casa, há um milhão de inimigos.

Kamae wa shoshinsha ni, ato wa shizentai

17. Posturas são para o novato, mais tarde, são posições naturais.

Kata wa tadashiku, jissen wa betsu mono

18. Faça o kata corretamente, a luta real é uma questão diferente.

Chikara no kyõjaku, karada no shinshuku, waza no kankyû o wasuru na

19. Não se esqueça de controle da dinâmica do poder, a elasticidade do corpo e da velocidade da técnica.

Tsune ni shinen kufû seyo

20. Seja sempre bom para a aplicação de tudo o que você aprendeu.